segunda-feira, 5 de abril de 2010

A minha vontade vontade ultimamente não me permite mais ter vontade nenhuma.
De novo volto a laconicidade e sinto que as rédeas do meu mundo já nao são minhas ou meu próprio mundo é meu.
Queria poder me explodir em muitas das palavras que a minha mente me diz mas acontece o oposto, elas estão se trancando. Minha fé em tudo que há está quase saturando e não sei o que será de mim depois disso. Aos olhos alheios não basta só meu auto-confronto ideológico que me enlouquece, querem mais, querem outra mescla minha de acordo com o desejam, mas não com o que realmente sou.
Who am I?

You say: be yourself
then you say: be yourself like this.
What am I supposed to do?
I'm way too far from the Izunome.

Just need to fly again before I got buried!

domingo, 21 de março de 2010

A Introdução

Caro leitor, a ti meço as palavras que já amontoadas não consigo mais controlar. Uma, duas, inúmeras percepções que corrompem o que já estava anteriormente forjado tão profundamente. A falta do controle me induz ao exagero, o exagero à busca, a busca insaciada à falta de controle novamente e ciclicamente.

Cá abro os portões tão fortemente lacrados até então. E eles correrão por todos os lados.
Hei de falar por eles, hão de falar por mim.
Daqui me ausento mas é aqui que estarei mais presente.
Tudo que aqui ler pode ser ou não o que conscientemente sinto e penso mas o que tenho para dizer-te.

Não busque entender seguindo uma mesma linha porque essas serão muitas e partindo de todas elas poderá ate compreender algo.
Devo precaver-te: Se esta ainda é a primeira impressão, caro leitor, sugiro que a estenda para todas as outras porque aqui jaz o mundo das ideias transcendentes e alucinógenas de uma mente incomum.

Poderás me amar ou me odiar, mas qual de mim tu amarás ou odiarás?




Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...

É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...

Fernando Pessoa