Caro leitor, a ti meço as palavras que já amontoadas não consigo mais controlar. Uma, duas, inúmeras percepções que corrompem o que já estava anteriormente forjado tão profundamente. A falta do controle me induz ao exagero, o exagero à busca, a busca insaciada à falta de controle novamente e ciclicamente.
Cá abro os portões tão fortemente lacrados até então. E eles correrão por todos os lados.
Hei de falar por eles, hão de falar por mim.
Daqui me ausento mas é aqui que estarei mais presente.
Tudo que aqui ler pode ser ou não o que conscientemente sinto e penso mas o que tenho para dizer-te.
Não busque entender seguindo uma mesma linha porque essas serão muitas e partindo de todas elas poderá ate compreender algo.
Devo precaver-te: Se esta ainda é a primeira impressão, caro leitor, sugiro que a estenda para todas as outras porque aqui jaz o mundo das ideias transcendentes e alucinógenas de uma mente incomum.
Poderás me amar ou me odiar, mas qual de mim tu amarás ou odiarás?
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...